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Quem comunica tudo, não comunica nada

há 1 dia
2 min de leitura

Atualizado: há 1 dia


É compreensível que você queira mostrar tudo o que seu negócio oferece. Cada produto representa um investimento. Cada serviço tem seus diferenciais. Cada novidade parece merecer espaço. O problema começa quando essa vontade de apresentar tudo se transforma em uma mensagem em que o público precisa descobrir, sozinho, o que realmente importa. E muitas vezes não consegue.


Uma publicação que reúne vários produtos, diferentes benefícios, preços, condições e contatos. Um anúncio que tenta explicar toda a empresa em poucos segundos. Ao final, quem recebeu essa comunicação viu muita coisa, mas pode não ter entendido qual oportunidade estava sendo oferecida.


Costumo dizer que quem comunica tudo, não comunica nada. Essa frase é uma provocação sobre a necessidade de fazer escolhas. A atenção do público precisa encontrar uma direção. Quando todas as informações disputam o mesmo destaque, fica mais difícil compreender a mensagem e decidir o próximo passo. Gera dificuldade inclusive de entender os resultados.


Como iniciar?


A comunicação intencional começa antes da criação da arte, da gravação do vídeo ou da escolha do canal. Começa com uma pergunta: o que queremos que a pessoa faça depois de receber esta mensagem? A resposta orienta o conteúdo, a linguagem, a oferta e a forma de apresentar o produto ou serviço.


Se o objetivo é vender, vale pensar em campanha. Escolha um produto, identifique para quem ele faz sentido e apresente o valor - que não é o preço - que ele oferece. Desenvolva seus diferenciais, esclareça dúvidas e crie uma oportunidade de compra. Depois, avance para outro produto, com o mesmo cuidado. Assim, cada oferta ganha espaço para ser compreendida.


Pense em uma cafeteria. Ao divulgar um cookie, ela pode despertar o desejo pela textura, pelos ingredientes e pela combinação com um café. Há uma experiência sendo apresentada e uma oportunidade clara de convidar alguém para experimentá-la. Se a mesma mensagem tentar destacar também todos os bolos, salgados, bebidas, combos e serviços do estabelecimento, o cookie provavelmente perderá o protagonismo.


O cardápio completo continua tendo sua função. A campanha, por vez, precisa de foco. É possível trabalhar diferentes ofertas ao longo do tempo, inclusive para públicos distintos, desde que cada mensagem tenha um objetivo compreensível.


Por isso, a comunicação precisa de início, meio e fim. O início conquista a atenção com algo relevante para aquela pessoa. O meio desenvolve o interesse, mostra benefícios e oferece razões para considerar a proposta. O final abre uma oportunidade de ação. É nesse momento que entra o chamado CTA, a chamada para ação: agende seu horário, peça um orçamento...


Também é preciso facilitar essa resposta. Um convite para agendar deve levar a um canal acessível. Uma oferta precisa apresentar condições compreensíveis. Afinal, uma campanha que desperta interesse pode perder oportunidades quando o caminho até o atendimento é confuso. E quanto mais informação for necessária para ativar uma ação, menos clara a comunicação demonstra estar .


Então, na próxima campanha, otimize seu recurso, escolha uma oferta e dê a ela a atenção necessária. Construa o interesse, apresente seu valor e convide o público a agir. Depois, faça o mesmo com a próxima. Quem comunica precisa saber aonde quer chegar — e ajudar o público a encontrar esse caminho.


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Lucas Lemos

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