Dê oi, bom dia, e fale com estranhos
- Lucas Lemos
- 14 de out. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 16 de nov. de 2025

👶 Quando pequenos, aprendemos uma regra de segurança essencial: “não fale com estranhos.” Essa orientação é fundamental na infância, um escudo contra os riscos de um mundo que a criança ainda não sabe decifrar.
🚨 Mas, na vida adulta, manter essa barreira invisível pode se transformar em um obstáculo silencioso para o crescimento pessoal e profissional. Desmistificar essa máxima é abrir espaço para algo muito mais poderoso — a arte de se conectar. Um aprendizado que passei a aplicar de forma mais consciente após conhecer o Instituto Caldeira, em Porto Alegre (RS), onde essa é uma prática.
A coragem de quebrar o gelo
🤝 Cumprimentar alguém que você não conhece é um gesto simples, mas carregado de significado. Um sorriso sincero, um “bom dia” no elevador, uma conversa casual no café — esses momentos, aparentemente triviais, são a base de relações que podem se transformar em parcerias, negócios, ideias ou até amizades. O networking genuíno nasce exatamente assim: de interações despretensiosas, humanas e abertas à escuta.
💬 Se vivemos na era das conexões, em que o capital social vale tanto quanto o intelectual, saber conversar com pessoas fora do seu círculo imediato é então uma habilidade estratégica. Em eventos, reuniões ou mesmo filas de espera, o diálogo com um desconhecido pode ser o início de uma oportunidade inesperada. Negócios surgem do contato humano — e o contato humano começa com uma saudação.
😁 Neste contexto, o sorriso é uma linguagem universal. Ele comunica empatia, acessibilidade e confiança — três pilares fundamentais para qualquer relação pessoal ou profissional. Quando sorrimos, ativamos não apenas conexões neuronais positivas em nós mesmos, mas também no outro. É um gatilho emocional que derruba barreiras e convida ao diálogo.
De “não fale com estranhos” para “converse com o mundo”
👀 Ser adulto é, em parte, reaprender o que a infância nos ensinou sob outra ótica. Continuamos devendo prudência às crianças, mas devemos a nós mesmos a coragem de reverter esse conselho. Falar com estranhos, hoje, é um ato de inteligência emocional, de empatia e de curiosidade genuína pela vida.
📱 Em tempos de telas, algoritmos e distâncias disfarçadas de proximidade, cumprimentar alguém ao vivo é um gesto quase revolucionário. E quem se permite essa revolução cotidiana descobre que o mundo está cheio de portas esperando apenas um “olá” para se abrir.



Comentários